Ideias soltas devem ser condenadas à fogueira

Por Rachel Faleiros

 

Doravante longínquas terras tenham me trazido até aqui, que saberá de justificativa alguma que não a posterior a qualquer entendimento?

Pasmem, vãs filosofias, que isso saià contragosto da lógica.

Deduzam, àqueles que puderem, o chamariz basilar de uma pretensa colocação que mal cede a injustaposição do não ser, quiçá, do não existir.

Malogrados os reis, padres, poetas e atrizes. Sonharam, um dia, em representar o que o mais rico dos homens jamais compreenderá, mesmo porque esse nem a riqueza conhece, visto que é desprovido dessa necessidade que lhe é tão alheia à sua bruta imanência universal mais que invejável.

Adeus às folhas soltas, páginas das árvores leves sem raízes que podem ser investidas nesse estado a que se agregam ao mundo real.

Que coisa me fez querer partir e repartir o que sou do que eu vejo? Ou o que eu sinto do que eu sou? Ou o que eu escrevo do que eu espero poder escrever sem qualquer culpa ou com qualquer linearidade e vantagem para os dedos e o pensamento?

Abra-te, Sésamo! Olha, não sei quanto a indecisão.

Foram os fortes de Copacabana que receberam os menestréis?

Dizem, alguns, que a chama vazia do intento é parte do querer.

Sóbrios, vãos, maltratam a sua própria natureza.

Proposições, ao léu, sem qualquer preocupação com diálogos.

Ideias soltas e largadas devem ser condenadas à fogueira, inquiram-nas!

Inquiram-nas!

(19/4/2012)

 

Junho/julho de 2013

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