Discurso sem Método – Edição nº 3 completa

Roupas de Chambre Cartesianas

Por Luiz Nascimento Republicado em março/abril de 2013

Desbarrancadeiro pra curvar rio na falta de tempo

Por Lucas Paolo Rocha transcende ser rocha e é cachoeira. Não-palavra. Sou eu palavra. Labuta de em ser água escorrendo. Com corrente pedrinha por pedrinha nenhuma. E esvaziado de vazio riocorrente sem ser tempo. Embarco nu féretro trôpego espúrio cai chão. Vamos pr’um agora agorinha água rio abaixo a’mar peixe-vivo carregado-carregando o morto… Março/abril de … Continue lendo

emanação

Por Alberto Sartorelli Então sai de mim a luz idealista a que emana, de dentro para fora pois aquela ideia do homem que em outrora digo que era em si, e agora rabisca. Do rabisco do homem que é para si vejo a conscientização de mim mesmo sóbrio na realidade, logo vi o meu eu, … Continue lendo

Fumer ou ne pas fumer… Ce n’est pas la question

Por Siddhartha Não, eu não estou fumando um beck. Estou, sim, contemplando a simplicidade dos pássaros e sua segurança em somente se preocupar com o carregar de seu corpo e com a proteção de sua liberdade de voar à vontade, no percorrer de uma vida em busca exclusivamente do que se conforta em seu próprio bico . Não, eu … Continue lendo

A nova condição humana

Por André Oliveira Movido por pruridos de esperança ou de estultice – ou até mesmo por mero senso prático –, quero deixar registrado o momento de grande tumulto espiritual por que passa a humanidade no tempo presente. Impressões e descrições tiradas ainda quentes das vicissitudes, embora não possam contar com a ponderação que o tempo concederá aos  pósteros, possuem a grande virtude … Continue lendo

A nova resenha de “Se um viajante numa noite de inverno”, de Ítalo Calvino

Por André Scholz Reflexioné que todas las cosas le suceden a uno precisamente, precisamente ahora. Siglos de siglos y sólo en el presente  ocuren los hechos; innumerables hombres en al aire, en la tierra, y el mar y todo lo que realmente pasa me pasa a mi… – Jorge Luis Borges Você está começando a ler a nova resenha de … Continue lendo

Impressões sobre “O tempo”, de Henrique Bernardelli

Por Alberto Sartorelli “O Tempo” é um quadro de Henrique Bernardelli, datado de 1925, exposto na Pinacoteca do Estado de São Paulo. Nele, são misturados elementos pagãos e cristãos. A obra apresenta seis personagens. A presente análise visa elucidar minhas impressões sobre o significado do quadro, sobre como a questão do tempo influencia diretamente a acepção da obra, que toma uma … Continue lendo

Os mortos e zumbis

Por Gabriel Philipson Tudo acaba por dar nos zumbis. … Aos poucos os estudantes vão se acostumando com os mortos. Passam a examiná-los, dissecá-los, recortá-los, de modo naturalizado: os mortos tornam-se habituados. A força do hábito, porém, acaba por gerar diversas anomalias. Poucos são aqueles que se mantêm rigorosos em sua inabalada fé no sentido de tal atividade, e, mesmo esses, tornam-se demasiado … Continue lendo