Discurso Sem Método – Edição nº 5 completa

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Leibniz Li’Monada

Por Luiz Nascimento Anúncio do CAF em 1994 Republicado em setembro/outubro de 2013    

arquiteta revisitada

Por Arqui Teta à Rondino Régirréxitégui   Arquitetar a mulher desenhar nossos sonhos em lençóis manchados mal dormidos rabiscar nossos desejos infantis medir o tamanho de minha paixão e me decepcionar passar a régua no medo que sinto frio no suor medi-lo? O inseto percorre minhas costas a nado escala meus membros traça devaneios sofridos … Continue lendo

Helena e Páris

Por Alberto Sartorelli   Helena é bonita elegante e altiva culta, ébria poderosa rainha na sua Grécia. Helena é princesa sacerdotisa de Dioniso gosta de vinho e fumantes filmes interessantes é dada ao riso.   Setembro/outubro de 2013

Do Eclesiastes – Orides Fontela

Há um tempo para desarmar os presságios há um tempo para desamar os frutos há um tempo para desviver o tempo. (1940-1998, in Trevo) Setembro/outubro de 2013

o ato-ítaca (variação sobre Constantine Cavafy)

Por Duanne Ribeiro ítaca é o fato de ter ido à ítaca. o ato até íta- -ca. tensos o mesmo e o mutável um ato-ítaca. Setembro/outubro de 2013

Correspondências – Charles Baudelaire

Tradução por Alberto Sartorelli A natureza é um templo onde vivos pilares Deixam às vezes fora confusos vocábulos; O homem passa através de bosques de símbolos Que ali o observam com olhares familiares. Como longos ecos que longe se confundem Em uma tenebrosa e profunda unidade, Que é vasta como a noite e como a … Continue lendo

Minhas ruas, em bloco, pedem passagem

Por Lucas Paolo E a turbamulta invade-me cidade é um batalhão e pulula ensurdecedora em zumbidos ribombantes que explodem em estalidos, fogos de desartifícios, tantos desavisados desenviesados e a darandinada louca é-me cidade sendo é vinagre constituindo (há ontologia!) um a um, todos os alvéolos meus novos companheiros (sim, avante companheiros que se abriram as … Continue lendo

O que há de belo nas madrugadas de inverno

Por Rafael Lauro 2 horas da manhã e um frio de doer os ossos. Deito na cama e rapidamente me enfio debaixo das cobertas. Piorou! Os lençóis, gelados como a neve, fazem meu corpo estremecer. Encolho-me. Imóvel, sinto o calor chegar. Os músculos começam a relaxar, um sorriso se esboça. Aliviado, arrisco sair da posição … Continue lendo

A Máquina

Por Gabriel Bichir Once meek, and in a perilous path The just man kept his course along The vale of death (William Blake) Encontravam-se ambos imóveis. O guarda, em plena observância de seu dever, permanecia ereto ao lado da cela, privando-se de qualquer tipo de distração. Já era madrugada. Ele imaginava que a tal hora … Continue lendo