Os mortos e zumbis

Por Gabriel Philipson Tudo acaba por dar nos zumbis. … Aos poucos os estudantes vão se acostumando com os mortos. Passam a examiná-los, dissecá-los, recortá-los, de modo naturalizado: os mortos tornam-se habituados. A força do hábito, porém, acaba por gerar diversas anomalias. Poucos são aqueles que se mantêm rigorosos em sua inabalada fé no sentido de tal atividade, e, mesmo esses, tornam-se demasiado … Continue lendo

Em volta, carne morta

Por Gabriel Philipson No primeiro ano de um estudante de medicina, o calouro entra em contato com as famosas geladeiras com pedaços de gente morta, podres, conservadas. É memorável e inesquecível a primeira aula em que o freezer é aberto e, ao invés de cerveja, o sujeito se depara com nada mais nada menos do que carne de gente morta. … Continue lendo

Da impossibilidade de heideggerianismo autêntico no Brasil

Por Gabriel Philipson Espero que o jornal possua vida longa. Contribuo aqui com reflexões inspiradas em meu período de intercâmbio, a fim de que seus frutos não se restrinjam apenas a mim. O título é polêmico e os polemistas de plantão certamente direcionarão suas honestas críticas ao que chamarão de um intuito do autor de … Continue lendo