A crítica do movimento estudantil

Por Matheus Ichimaru Talvez não fosse despropositado, antes de iniciar, fazer algumas considerações a respeito do intuito desse texto. Ele é, ou se pretende – tanto quanto possível –, uma tentativa de reflexão a mais lúcida e honesta possível – melhor seria dizer “a mais lúcida porque honesta” – a respeito do movimento estudantil ele próprio. … Continue lendo

Sobre representação no movimento estudantil

Por Maria Rita Morita Muito tem se discutido a respeito de uma questão levantada em períodos como este, em que estudantes deflagram greve em assembléias de curso, referendando e legitimando uma deliberação do movimento geral, representado na assembléia geral de estudantes da USP. Trata-se, especificamente, da legitimidade que possui ou não uma assembléia de estudantes, … Continue lendo

As assembleias estudantis são representativas?

Por Dimitrios Valentim   Muito ouvimos ou lemos: “As assembleias estudantis não são representativas”. Com isso se quer dizer, quase invariavelmente, que os estudantes mobilizados que frequentam tais foros não podem decidir pelo conjunto dos estudantes, devido ao seu pequeno contingente. Assim, as posturas assumidas de acordo com tal convicção vão da simples detração, passando … Continue lendo

Recordar para não repetir: o regimento disciplinar da USP

Por Maria Rita Morita Vinculada enquanto instituição civil ao governo militar da ditadura brasileira, a USP não se destaca somente por ser uma das maiores comunidades acadêmicas e um centro de pesquisas valorizado por seu selo de melhor universidade da América Latina. Como Universidade pública do Estado de São Paulo, teve seus órgãos administrativos diretamente ligados ao regime de … Continue lendo

A autonomia universitária e a estrutura de poder na USP

Por Monica Marques Desde que iniciaram os protestos e a ocupação da reitoria pela democratização da Universidade de São Paulo diversos discursos insistiram que não poderia haver nada mais despótico e autoritário do que a democratização dessa universidade com a participação dos três setores que a compõem. Os argumentos são variados: desde a impossibilidade dos … Continue lendo

Por que lutamos

Por Inauê Taiguara Somos estudantes de uma universidade pública, considerada como uma das mais importantes da América do Sul, que nos últimos anos tem se preocupado mais em atender a interesses mercadológicos e subir em ranques internacionais, cujos critérios são majoritariamente quantitativos, ao invés de atender às demandas sociais apresentadas diretamente pela sociedade na qual … Continue lendo

Sobre os eixos da greve discutidos em assembleia

Coluna do CAF Sobre os eixos da greve A assembleia geral dos estudantes da USP, convocada de maneira extraordinária no dia 1 de outubro, uma terça-feira, se expressou como resultado de um ato convocado pelas entidades representativas das três categorias que  compõem a Universidade (Adusp, Sintusp, DCE e APG) em frente à reitoria durante a reunião do último Conselho Universitário (CO).Esse … Continue lendo

A serviço da dúvida

Editorial Este periódico chega a um fim de ciclo. Nascido sob a atmosfera pós-mobilização de 2011 (o confronto com a polícia militar em 27 de outubro, as subsequentes ocupações da administração da FFLCH e da reitoria, a greve), ele se propunha, de acordo com seu primeiro editorial, a “expor as tensões dos nossos corredores”, a … Continue lendo

Rascunho de uma ontologia do estudante (2)

Por Duanne Ribeiro Como se compreende o estudante? — chegamos a essa pergunta no primeiro texto desta série; a intenção era esclarecer se há características identitárias próprias ao estado de estudante; de que maneira se enxerga o aluno, como o enxerga o professor, como a sociedade o vê? Essas representações implicam o que nas práticas … Continue lendo